Setor pede antecipação do aumento da mistura do biodiesel ao diesel para 13%

Ofício enviado ao Ministério de Minas e Energia pela Aprobio prevê que a mistura mínima ao diesel seja obrigatória a partir de 1° de julho deste ano


Com o objetivo de estimular a economia brasileira durante a pandemia da Covid-19 e manter as atividades de produtores de soja, indústrias da cadeia produtiva de biodiesel, a Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), em conjunto com outras entidades representativas das usinas produtoras do setor no Brasil, assinaram no dia 23 de abril um ofício ao Ministério das Minas e Energia (MME) solicitando a antecipação da mistura mínima de 13% de biodiesel ao diesel (B13) para a partir de 1º de julho de 2020.

“Nós estamos pedindo ao governo a antecipação do B13, onde nós teríamos uma redução de importações (de diesel) e garantiríamos, portanto, um aquecimento na nossa economia, que precisa ter. Essa tem sido a reivindicação do setor”, afirmou o presidente da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel, deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS), ao participar de um debate online.

A estimativa é que, se aprovado, o projeto vai estimular o crescimento na produção de biodiesel no Brasil, somando 7,2 bilhões de litros. É esperado ainda que o consumo de óleo de soja suba para 5,5 milhões de toneladas e o esmagamento aumente em 3,3 milhões de toneladas.

Outro crescimento previsto com a medida é no setor de farelos proteicos, possibilitando uma redução de custos para os produtores de proteínas animais, além de reduzir as importações de diesel A.



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