Na exportação, nem mesmo os cortes de frango escapam do forte recuo de preço


Nos dois primeiros terços de 2020, o preço médio alcançado pela carne de frango exportada pelo Brasil recuou perto de 13%. Porém, dois dos quatro itens exportados registraram queda superior a essa média.

Um deles foi a carne salgada. Que embora mantendo relativa estabilidade no volume exportado (redução inferior a 1% comparativamente ao mesmo período de 2019), enfrentou queda de preço próxima de 20%, o que fez com que sua receita cambial recuasse praticamente na mesma proporção.

Mas a carne salgada contribui com apenas 4% da receita total do produto. Por isso, surpreende constatar que o segundo produto com maior queda de preço é aquele que responde por cerca de 70% da receita cambial da carne de frango, ou seja, os cortes de frango.

Até aqui, os cortes são o único item a apresentar evolução positiva no volume embarcado. Só que o acréscimo registrado é modesto (+2,34%), por isso insuficiente para neutralizar a queda de volume dos demais itens.


Além disso, porém, os cortes de frango sofreram retrocesso de quase 14% no preço médio. Como resultado, sua receita cambial recuou perto de 12%, atuando como agente principal da queda de receita das exportações de carne de frango.

Frango inteiro e industrializados de frango foram menos afetados pela queda de preço. Nada, porém, que minimizasse a perda de receita.

O frango inteiro experimentou redução de volume próxima de 5% e perdeu 9% de seu preço anterior, desempenhos que resultaram em uma redução de 13,5% na receita cambial. Já os industrializados, mesmo sofrendo recuou de, praticamente, 8% no preço, viram seu volume cair perto de 13%. O efeito foi uma receita cambial cerca de 20% menor.

Oportuno ressaltar que os números divulgados diferem de outras análises anteriores ou mesmo atuais, porquanto refletem atualizações recentes introduzidas pela SECEX/ME nos resultados de vários meses de 2019. Além disso, são números preliminares, ou seja, podem sofrer modificação a qualquer momento.

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