Hortifruti: Pandemia afeta principalmente comercializações por vias longas e locais


Mesmo sendo uma atividade essencial, o setor de hortifrúti teve suas vulnerabilidades expostas pela interrupção ou limitações das vias de comercialização (até então, sem precedentes) durante as fases mais restritivas da pandemia de covid-19 no País. Este assunto foi destaque na edição de julho da revista Hortifruti Brasil.

Traduzindo-se para a realidade atual do hortifruticultor brasileiro, essa interrupção está justamente na dificuldade de distribuição a diversos segmentos da cadeia que estão ou estiveram parcial ou totalmente paralisados diante das medidas de isolamento social.

NA FAZENDA – Dentro da porteira, as principais rupturas estiveram relacionadas às adequações das atividades às normas sanitárias do Ministério da Saúde, como reduzir o número de trabalhadores por turno, afastar funcionários pertencentes ao grupo de risco e possivelmente infectados, readequar o transporte (menos pessoas nos ônibus que levam trabalhadores ao campo) e adotar medidas mais rígidas de higiene.

NA COMERCIALIZAÇÃO – No processo de comercialização (pós-porteira), os canais também foram afetados. Neste cenário, produtores que comercializam diretamente para supermercados conseguiram manter certa estabilidade no escoamento, enquanto os que dependem de intermediários e de atacados foram os mais prejudicados. As dificuldades na distribuição e o grau de interrupção estão diretamente associados às vias de comercialização (ou cadeias) adotadas pelos produtores ao escoar seus produtos. Estas cadeias podem ser classificadas em três grupos, conforme o nível de intermediações entre o produtor e o consumidor final, como demonstrado na imagem abaixo:


No geral, o isolamento social gerou maiores limitações nas cadeias locais e longas, sobretudo pela diminuição ou suspensão da demanda por bares e restaurantes (food service) ou mercados institucionais (escolas e empresas) e pela interrupção parcial das feiras livres e do pequeno varejo (sacolões e varejões). Já a venda direta produtor/distribuidor para os supermercados e hipermercados não teve grandes complicações. Assim, a partir da pesquisa da Hortifruti Brasil, a equipe fez uma análise da rentabilidade dos produtores de frutas e hortaliças, tendo-se como base os principais destinos de comercialização da produção (atacados/Ceasas, supermercados e hipermercados, intermediários/atravessadores, feirantes e sacolões, entre outros).

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