Exportação de frutas deve acelerar no segundo semestre, diz Abrafrutas


Mesmo em meio à pandemia do coronavírus, as exportações brasileiras de frutas devem acelerar no segundo semestre. O novo presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho, entende que o Brasil pode ser favorecido pela maior procura por alimentos saudáveis e ricos em vitaminas em nações desenvolvidas e pela entressafra com o fim do verão nos países de clima temperado.

De acordo com a entidade, o abacate da variedade avocado, assim como o limão, a laranja e a maçã estão entre os mais exportados no início deste ano. Em 2019, a comercialização de frutas foi de 980,5 mil toneladas (alta de 16%) e US$ 858 milhões em receita (aumento de 8,5%). A meta da associação para 2020 é alcançar a marca de US$ 1 bilhão.


“Pelas nossas conversas com os importadores, eles acreditam que no pós-pandemia as pessoas devem se voltar para alimentos saudáveis. Já havia essa necessidade e isso deve ser reforçado. A nossa atividade não está sofrendo parada nos embarques (com a pandemia do coronavírus) e o forte da safra no Brasil será no segundo semestre”, afirma.

Segundo Coelho, em muitos países onde a incidência da pandemia é maior - como Itália, França e Inglaterra - trabalhadores qualificados de nações vizinhas estavam acostumados a residir nas áreas produtivas entre a primavera e o verão. Esse movimento foi afetado pelo fechamento das fronteiras. “Com a pandemia, essa logística está complicada. Eles estão chamando estudantes e quem está desempregado para o trabalho. Não é uma mão de obra especializada”, diz.


Fruticultor na fazenda Santa Felicidade, em Petrolina (PE), cidade próxima ao Rio São Francisco, Coelho produz cerca de 5 mil toneladas de uvas e 2,4 mil toneladas de mangas. Desse montante, 70% vão para a exportação. São cerca de 5,2 mil toneladas, a maior parte para a Europa e os Estados Unidos.

Ele conta que a demanda aumentou em 50% nos primeiros quatro meses do ano e que a desvalorização do real também ajudou a dar mais competitividade aos embarques externos. “A gente produz manga e uva o ano inteiro. No Brasil, temos duas safras, enquanto os demais países de clima temperado não conseguem produzir fora da primavera e do verão”, analisa.

Cenário

De acordo com o Agrostat, sistema de estatísticas do Ministério da Agricultura (Mapa), foram exportadas 296,2 mil toneladas de frutas entre janeiro e abril deste ano, gerando uma receita de US$ 260 milhões - esses números consideram também as vendas de castanhas e nozes. Nesse mesmo período do ano passado, foram 310,5 mil toneladas, e um faturamento total de US$ 300,4 milhões.

Em 2019, a receita do segmento bateu a marca de US$ 1,03 bilhão com a comercialização para o exterior, o que só havia sido alcançado em 2008. Segundo o Mapa, as vendas externas de frutas somaram 997 mil toneladas, com destaque para melão, manga, limão e lima, banana e uvas, entre outras.


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